sexta-feira, 12 de agosto de 2011

                                             Modelos atômicos :
                                                
                                  Dalton 
O químico inglês John Dalton, que viveu entre 1.766 a 1.825, afirmava que o átomo era a partícula elementar, a menor partícula que constituía a matéria. Em 1.808, Dalton apresentou seu modelo atômico: o átomo como uma minúscula esfera maciça, indivisível, impenetrável e indestrutível. Para ele, todos os átomos de um mesmo elemento químico são iguais, até mesmo as suas massas. Hoje, nota-se um equívoco pelo fato da existênciados isótopos, os quais são átomos de um mesmo elemento químico que possuem entre si massas diferentes. Seu modelo atômico também é conhecido como "modelo da bola de bilhar".
Modelo Atômico de Dalton: "bola de bilhar".
O átomo seria uma esfera (partícula) maciça e indivisível.


Thomson 
Pesquisando os raios catódicos, o físico inglês J. J. Thomson demonstrou que os mesmos podiam ser interpretados como sendo um feixe de partículas carregadas de energia elétrica negativa, as quais foram chamadas de elétrons. Utilizando campos magnéticos e elétricos, Thomson conseguiu determinar a relação entre a carga e a massa do elétron. Ele conclui que os elétrons (raios catódicos) deveriam ser constituintes de todo tipo de matéria pois observou que a relação carga/massa do elétron era a mesma para qualquer gás que fosse colocado na Ampola de Crookes (tubo de vidro rarefeito no qual se faz descargas elétricas em campos elétricos e magnéticos). Com base em suas conclusões, Thomson colocou por terra o modelo do átomo indivisível e apresentou seu modelo, conhecido também como o "modelo de pudim com passas":

Modelo de Thomsom: "pudim com passas".
 
O pudim é toda a esfera positiva (em azul) e as passas são os elétrons (em amarelo), de carga negativa.


Rutherford 
O modelo atômico de Rutherford é baseado nos resultados da experiência que Rutherford e seus colaboradores realizaram: bombardeamento de uma lâmina muito fina (delgada) de ouro (Au) com partículas alfa (que eram positivas).
Rutherford e seus colaboradores verificaram que, para aproximadamente cada 10.000 partículas alfa que incidiam na lâmina de ouro, apenas uma (1) era desviada ou refletida. Com isso, concluíram que o raio do átomo era 10.000 vezes maior que o raio do núcleo. Comparando, se o núcleo de um átomo tivesse o tamanho de uma azeitona, o átomo teria o tamanho do estádio do Morumbi. Surgiu então em 1.911, o modelo do átomo nucleado, conhecido como o modelo planetário do átomo: o átomo é constituído por um núcleo central positivo, muito pequeno em relação ao tamanho total do átomo porém com grande massa e ao seu redor, localizam-se os elétrons com carga negativa (compondo a "enorme" eletrosfera) e com pequena massa, que neutraliza o átomo.

Modelo atômico de Rutherford: modelo planetário do átomo.
O átomo é formado por um núcleo muito pequeno em relação ao átomo, com carga positiva, no qual se concentra praticamente toda a massa do átomo. Ao redor do núcleo localizam-se os elétrons neutralizando a carga positiva.


Bohr 
Nota-se no modelo de Rutherford dois equívocos:
  • uma carga negativa, colocada em movimento ao redor de uma carga positiva estacionária, adquire movimento espiralado em direção à carga positiva acabando por colidir com ela;
  • uma carga negativa em movimento irradia (perde) energia constantemente, emitindo radiação. Porém, sabe-se que o átomo em seu estado normal não emite radiação.
O físico dinamarquês Niels Bohr conseguiu "solucionar" os equívocos cometidos por Rutherford baseando-se na seguinte idéia:
· um elétron num átomo adquire apenas certas energias, e cada energia é representada por uma órbita definida, particular. Se o elétron recebe energia ele pula para uma outra órbita mais afastada do núcleo. Pode ocorrer no elétron a perda de energia por irradiação, e sendo assim, o elétron cai para uma órbita mais próxima do núcleo. Todavia o elétron não pode ficar entre duas órbitas definidas, específicas, pois essa não seria uma órbita estável ( órbita não específica ).
Conclui-se então que: quanto maior a energia do elétron, mais afastado ele está do núcleo.
Em outras palavras: um elétron só pode estar em movimento ao redor do núcleo se estiver em órbitas específicas, definidas, e não se encontra em movimento ao redor do núcleo em quaisquer órbitas.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Aspectos Naturais e Ocupaçao humana da Asia.

Localização Geográfica



A Ásia é o maior continente do mundo com aproximadamente 44 milhões de quilômetros quadrados, que correspondem a quase um terço de todas as terras emersas do planeta.

Limita-se ao Norte com o Oceano Glacial Ártico; ao Sul com o Oceano Índico; a Leste com o Oceano Pacífico; a Oeste com o Mar Vermelho, e ao canal de Suez (que a separa da África) e com o Mar Mediterrâneo, os Montes Urais, os mares Cáspio, Negro e a cadeia do Cáucaso (qual a separam da Europa).
Localiza-se a Leste do Meridiano de Greenwich, quase totalmente no hemisfério Norte (com apenas uma parte das ilhas meridionais da Indonésia ocupando hemisfério Sul). O continente estende-se de 10° de latitude Sul a 80° de latitude Norte e é cortado por 11 fuso horários, desde o meridiano de 25° Leste até o de 180°.
Em relação às zonas climáticas a Ásia ocupa todas as áreas do hemisfério Norte: equatorial, tropical, temperado e polar.

·        Clima.

O continente Asiático apresenta notáveis contraste climáticos. Suas terras, cortadas ao norte pelo circulo polar ártico e ao sul pelo equador, possuem, por influencia da variação da latitude, desde clima quentes e extremos até o mais rigoroso clima frio. O relevo é outro fator climático de destaque, pois as montanhas e planaltos fazem baixar as médias térmicas e explica o aparecimento de neves eternas até baixas latitude. Os ventos têm importância sobre a repartição da chuva, principalmente no sul e sudeste, onde sopram as monções. Esquematicamente podem se distinguir, na Ásia, seis tipo de clima:

Clima equatorial. Compreende estreita faixa nas proximidades do equador, onde as temperaturas tem média anual de 25 a 26ºC. As chuvas repartem-se de modo regular, não existindo estação de seca. A umidade relativa em torno de 80%.

Clima de monções. É típico na zona, pluviométrico, que divide estações seca e chuvosa, de duração variável segundo a continentalidade das regiões. As estações são bem distinta: na época das chuvas cai quase o total de precipitações e durante a seca as chuvas faltam por completo. Outras característica deste tipo de clima é a passagem das estações. Onde a existência das duas estações prende-se ao mecanismo das monções. Devido ao deslocamento das áreas ciclonal e anticiclonal, os ventos se dirigem, no inverno, do interior montanhoso para os oceanos, e no verão dos oceanos para o continente.

Clima temperados. Pertence a este grupo os climas da China, Japão, Coréia, Manchúria, Sibéria centro- meridional e certas áreas da Ásia central. Por influência principalmente das latitudes e altitudes, possui o continente todos os tipos de clima temperado: oceânicos e continentais, frio e subtropicais, monçônico e desértico. Nessa regiões as médias térmicas raramente sobem a mais de 20ºC e as estações são bem definidas.

Clima desértico. As regiões desse clima começa no mar Vermelho, e vai a Mongólia. Os desertos mais ocidentais, que as situa próximo trópico de Câncer e possui menores altitudes, são arenoso e quente todo o ano. Os demais situados a maiores altitudes e latitudes médias são pedregosos, registrando-se, no inverno, a queda de neves, enquanto no verão são escaldantes.
Clima ártico. São característico no inverno rigoroso e logo com media anual de 0ºC. como em Verkhoyyansk, onde o terremoto pode descer a –70C. os verões  são de pouca duração e são pouco quentes, não chegando a desgelar completamente o solo.

Clima mediterrâneo. São típicos da Ásia ocidental, com verões secos e quente e invernos suaves. As chuvas caem regularmente nas estações frias.

Vegetação


O continente asiático se estende desde o Oceano Pacífico a Leste até a Europa e o Mar Mediterrâneo a Oeste, onde também faz divisa com a África no Canal de Suez.

Devido à extensão do continente e às altas cadeias montanhosas que impedem a passagem do ar frio do norte em direção ao sul e do ar quente das correntes marítimas do sul em direção ao norte, a Ásia apresenta um clima bastante variado com regiões desérticas (Deserto de Gobi e do Tibet) na parte central do continente e nas penínsulas Iraniana e Arábica. Enquanto que, nos locais de grande altitude o clima é bastante frio como, por exemplo, as Cordilheiras do Himalaia onde a temperatura chega a até -30ºC. Entretanto, o clima característico na região é o clima de monções, ventos periódicos que atingem o continente devido às variações de pressão atmosférica entre este e o mar.

O relevo asiático também é bastante variado. Lá se encontra a maior depressão do mundo: o Mar Morto está a 392m abaixo do nível do mar, e o ponto mais alto: o Monte Everest com 8.848m. O continente também se caracteriza pelas inúmeras penínsulas e planaltos como as penínsulas da Coréia, do Decã, na Índia e a Península Arábica que compreende a Arábia Saudita, os Emirados Árabes, Catar, Berlim, Omã e o Iêmen. Os principais planaltos são: o Planalto do Pamir (a mais de 4.000m), o Planalto do Tibet, da Mongólia, do Decã (parte central da Península do Decã), o Planalto da Anatólia, da Arábia, do Irã e o Planalto Central Siberiano.
Entretanto, podemos dizer que as regiões mais importantes do continente asiático são as planícies, pois é justamente nelas onde surgiram as primeiras civilizações do continente, como, por exemplo, as Planícies Mesopotâmica e Indo-gangética. É nelas também onde encontramos os principais rios da região: o Rio Amarelo e o Rio Azul, na Planície da China, os Rios Eufrates e Tigre na Mesopotâmia, o Rio Ganges e o Rio Indo na Planície Indo-gangética. A Planície Siberiana se destaca pelos rios que permanecem congelados na maior parte do ano. Já a Planície do Mekong se caracteriza pelas culturas de arroz, o principal alimento da região.
A vegetação do continente também varia bastante por causa do clima e do relevo. As principais são a Taiga, Tundra, Taiga Siberiana, Estepes, Pradarias, Savanas e as Florestas equatoriais e tropicais nas regiões próximas ao Equador e subtropical e temperada nas regiões da Coréia (do Norte e do Sul) e no Japão.

RELIGIÃO E CONTRASTES

O estudo da religiosidade é um elemento fundamental para o conhecimento de um povo. A verdade desta afirmação é mais evidente neste território onde nasceram todas as grandes religiões, onde os povos continuam vivendo numa atmosfera que domina o sagrado, da qual o Ocidente perdeu a memória. Embora a Ásia tenha sido o berço do cristianismo, já que Jesus nasceu na Palestina, a presença das igrejas cristãs é muito pequena, com exceção feita nas Filipinas e outras poucas regiões onde a maioria da população é católica. As antigas religiões orientais estão de tal modo introduzidas na cultura deste povo que o cristianismo, ainda hoje, é visto como algo muito estranho e distante.
A esse quadro, acrescenta-se a existência de diversos países islâmicos, onde a pregação e o testemunho cristão são dificultados ou até mesmo proibidos. É o caso da Malásia, Arábia Saudita, Paquistão etc., onde o islamismo fundamentalista continua tratando os cristãos como cidadãos de segunda categoria. Outro dado importante é a ditadura comunista que continuaimpedindo a liberdade religiosa, particularmente no Vietnã, Coréia do Norte e China. Nestes países se criou uma igreja patriótica, fiel ao governo, enquanto que a Igreja Católica, fiel ao Papa, vive na mais dura perseguição, oferecendo ao mundo um extraordinário testemunho de fé e heroísmo.

Etnias

Embora a maior parte da população asiática seja composta de povos de raça amarela, há também expressivo número de representantes dos outros troncos étnicos, o negro e o branco.
Os amarelos ou mongolóides compõem a etnia dominante e distribuem-se pelas regiões da taiga e da tundra (ao norte), pelos planaltos da Ásia Central e sobretudo pelo leste e sudeste do continente, regiões asiáticas mais intensamente povoadas. Ocorrem grandes diferenças físicas, linguísticas e culturais entre esses povos (chineses, japoneses, coreanos, malaios, indonésios), mas sobretudo entre eles e os grupos mais isolados, como os quirguizes, mongóis e tibetanos.
Os brancos ou caucasóides predominam no sudeste do continente (Oriente Médio), onde são encontrados os árabes, os turcos, os israelenses, curdos, etc., e na Ásia Central, cujos países receberam grandes contingentes de população eslava (principalmente russos) ao serem incorporados à extinta União Soviética. Também na Índia e no Paquistão há um ramo étnico branco, mas seus representantes são bem amorenados.
Quanto aos negros, aparecem em menor número, distribuindo-se no sul da Índia e em ilhas do Oceano Índico. Pertencem ao grupo drávida, cuja influência é marcante na cultura hindu.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Poesia

    A Poesia.


A poesia, ou gênero lírico, ou lírica é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos, ou seja, ela retrata algo que tudo pode acontecer dependendo da imaginação do autor como a do leitor. "Poesia, segundo o modo de falar comum, quer dizer duas coisas. A arte, que a ensina, e a obra feita com a arte; a arte é a poesia, a obra poema, o poeta o artífice." O sentido da mensagem poética também pode ser importante (principalmente se o poema for em louvor de algo ou alguém, ou o contrário: também existe poesia satírica), ainda que seja a forma estética a definir um texto como poético. A poesia compreende aspectos metafísicos (no sentido de sua imaterialidade) e da possibilidade de esses elementos transcenderem ao mundo fático. Esse é o terreno que compete verdadeiramente ao poeta.
Num contexto mais alargado, a poesia aparece também identificada com a própria arte, o que tem razão de ser já que qualquer arte é, também, uma forma de linguagem (ainda que, não necessariamente, verbal).


"TUA PRESENÇA"

por: Sandra Rosa Gonçalves Rodrigues



VOCÊ ESTÁ PRESENTE

EM TODO O MEU SER

VOCÊ É A MINHA VIDA
EU PRECISO TE DIZER QUE NÃO VIVO SEM VOCÊ TENTE ENTENDER QUE O MEU CORAÇÃO SÓ A TI SABE QUERER ENCONTRO VOCÊ EM MEU PENSAMENTO BUSCO A TUA PRESENÇA A TODO MO MENTO NA ÀGUA DA CHUVA NO SOL DO VERÃO NO FRIO DO INVERNO NA MAIS PURA EMOÇÃO TUA PRESENÇA ALEGRA O MEU VIVER POR TODA A MINHA VIDA EU VOU SEMPRE TE QUERER.

Entreguerras, Bolsa de Valores e Mercado de ações

valore


Entre-guerras ou entreguerras  - é a denominação dada ao período que se estende do fim da primeira guerra mundial, em 11 de novembro de 1918, até o início da segunda guerra mundial, em 1 de setembro de 1939.
O período foi marcado pela Grande Depressão, associada a graves tensões políticas, culminando com a ascensão dos regimes totalitários em alguns países europeus, mas sendo assim esse período ocorreu também no resto do mundo. Na Alemanha e na Itália, surgiram o nazismo e o fascismo, respectivamente.
Estes graves problemas econômicos e políticos foram as causas da Segunda Guerra Mundial.
No Brasil, além do surgimento de um movimento de inspirações semelhantes ao fascismo, o integralismo, houve a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, instaurando o Estado Novo. Esse período entre-guerras pôs fim à hegemonia do capitalismo, e o socialismo foi colocado em prática.
Quando socialismo infiltrou-se na Rússia deu origem aos partidos de oposição ao Czarismo. Esses partidos são:
  • Os bolcheviques: eram a maioria, formados por camponeses e operários, com o objetivo de implantação imediata da revolução socialista. (Radicalismo revolucionário). A base dos bolcheviques era a ação dos sovietes que pregavam PAZ, PÃO e TERRA. A paz que eles tanto queriam era a saída da Rússia da Primeira Guerra Mundial; o pão era comida para os miseráveis, acabar com a fome; e a terra era terra para quem nela trabalha (reforma agrária).
  • Os mencheviques: eram a minoria, formados por burgueses que defendiam a implantação do socialismo de forma intermediária.
Nesse período os Estados Unidos passou a ser a grande potência mundial, tendo em suas mãos em torno de 50% de todo ouro mundial. Com a recuperação dos países europeus que sairam da 1ª Guerra Mundial, esses foram se erguendo, e tornaram-se independentes dos EUA. Dessa forma, a economia dos EUA começa a cair por final se originando a crise de 1929.


Crise de 1929, a Grande Depressão


Um fato importante que marcou os Estados Unidos pós-guerra foi a Grande Depressão, também chamada de Crise de 1929, pela qual o país passou. Ao final da Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos viviam um período de prosperidade e de total desenvolvimento jamais visto antes, que levava a euforia total da população do país. Mas, a partir do ano 1925, a economia norte-americana começou a passar por graves crises. Os principais motivos para o início dessa crise foram dois: o aumento da produção não conseguiu acompanhar o aumento dos salários dos trabalhadores e a restauração dos países europeus, que reduziram em grande parcela as importações de produtos norte-americanos. A produção das fábricas norte-americanas não parava, mas a falta de consumidores era um fato alarmante e que estava estampado na cara dos fabricantes. Devido a interligação desses fatos houve uma superprodução. As indústrias foram então forçadas a diminuir sua produção e a demitir diversos funcionários, fato que agravou ainda mais a crise. Essa crise chegou ao mercado das ações, onde os preços dos papéis da Bolsa Nova-Iorquina despencaram e ocasionaram o Crash da Bolsa de Valores. O dia 29 de outubro de 1929, dia em que os valores das ações caíram drasticamente, é conhecido popularmente como o início da Grande Depressão e a Quinta-Feira Negra. Com essa queda, milhares de corretores perderam de um dia para o outro grandes valores em dinheiro, a inflação implantou-se no país, houve duras quedas nas taxas de vendas de produtos, que levou ao obrigatório fechamento de diversas empresas rurais e industriais, além da elevação do desemprego.
Os efeitos dessa enorme crise foram vistos e sentidos no mundo inteiro. A Alemanha foi o país que mais se saiu prejudicado, pois vinha se recuperando da humilhações e das dívidas conseqüentes da Primeira Guerra Mundial graças aos capitais norte-americanos perdeu muito dinheiro e viu grande parte da sua população desempregada.
Para diminuir as conseqüências negativas da Grande Depressão, o presidente do país, Franklin Roosevelt introduziu um conjunto de medidas nomeado New Deal. O New Deal foi um progama que ajudou a reduzir os efeitos da crise a partir de 1933.
A Crise de 1929 é considerada a mais grave e mais longa de recessão econômica da século XX.

Fonte : http://pt.shvoong.com/books/1849012-per%C3%ADodo-entre-guerras/


Bolsa de Valores Como Funciona


Esta é uma dúvida de milhares de pessoas, pois todos sabemos o quão pode ser vantajoso investir na Bolsa de Valores. Por isso acompanhe a matéria de hoje e saiba todo o necessário sobre investimentos em ações.
Assuntos que dizem respeito ao sistema utilizado na “Bolsa de Valores” é de interesse de todos, visto que quem obtém uma maior percepção sobre isso, pode facilmente ganhar um bom dinheiro e viver das ações que comprar. Por isso ao decorrer deste artigo iremos esclarecer algumas dúvidas freqüentes e responder as principais perguntas feitas por principiantes que pretendem ser investidores da bolsa.

O que é a Bolsa de Valores?
É a organização do mercado, há locais específicos, onde são negociados as ações de empresas de capital aberto (sejam elas públicas ou privadas).

O Que São Ações?
Uma “ação’ é uma pequena parte do capital de uma empresa, como se fosse uma pequena fatia de todo o lucro. Uma pessoa que adquire uma ação através da Bolsa de Valores, passa a ser sócio dessa empresa, a grandeza disso vai depender da quantidade de ações de uma mesma empresa que você possuir.
Qual o Valor Mínimo que é Permitido Para Investir em Ações?
Não verdade não há um valor mínimo, este pode variar de acordo com a corretora e o preço das ações que desejar comprar. Para aqueles que investirem pequenos valores como, por exemplo, R$1.000 reais, um bom negócio pode ser optar por um fundo ou clube, pois esta é uma maneira de aumentar o total investido.

Quais os Riscos?
A compra de ações é considerada de risco pelo fato de que o preço das ações podem sempre variar, de acordo com o sucesso da empresa, por isso pode ser um investimento o qual não reverterá o valor investido.
Mas se você possui conhecimento de mercado esta pode ser uma boa opção, algumas pessoas vivem apenas dos lucros obtidos pela compra de ações, vale a pena pensar no assunto.

Mercado de ações

Antes de mais nada é importante definir o que é uma ação. Você já deve ter lido em algum lugar que uma ação é um título de renda variável emitido por uma sociedade anônima que representa a menor fração do capital da empresa emitente.

Vamos traduzir esta definição aos poucos: primeiro é importante entender o que é uma sociedade anônima (S.A.). Uma Sociedade Anônima é uma empresa que pode ter ações em bolsa (capital aberto), ao contrário, por exemplo, de uma limitada (Ltda), onde o capital não é listado em bolsas (capital fechado). A maior parte das grandes empresas são S.A´s, enquanto a maioria das pequenas empresas são Ltdas.




sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ondas Eletromagnéticas


A GERAÇÃO DE ONDAS ELETROMAGNÉTICAS
Imagine uma antena de uma estação de rádio:
fig
Na extremidade da antena existe um fio ligado pelo seu centro a uma fonte alternada (que inverte o sentido a intervalos de tempo determinados). Num certo instante, teremos a corrente num sentido e, depois de alguns instantes, a corrente no outro sentido.
figfig
A velocidade de propagação de uma onda eletromagnética depende do meio em que ela se propaga.
Maxwell mostrou que a velocidade de propagação de uma onda eletromagnética, no vácuo, é dada pela expressão:
fig
onde fig é a permissividade elétrica do vácuo e fig é a permeabilidade magnética do vácuo.
Aplicando os valores de fig e de fig na expressão acima, encontra-se a velocidade:
fig
ou
fig
(valor exato)
que é igual a velocidade da luz. Nisso Maxwell se baseou para afirmar que a luz também é uma onda eletromagnética.
Podemos resumir as características das ondas eletromagnéticas no seguinte:
  • São formadas por campos elétricos e campos magnéticos variáveis.
  • O campo elétrico é perpendicular ao campo magnético.
  • São ondas transversais (os campos são perpendiculares à direção de propagação).
  • Propagam-se no vácuo com a velocidade "c" .
  • Podem propagar-se num meio material com velocidade menor que a obtida no vácuo.
Com isto, o campo elétrico ao redor do fio em um certo instante estará apontando num sentido e, depois, no sentido contrário.
Esse campo elétrico variável (E) irá gerar um campo magnético (B) , que será também variável. Por sua vez, esse campo magnético irá gerar um campo elétrico. E assim por diante .... Cada campo varia e gera outro campo que, por ser variável, gera outro campo: e está criada a perturbação eletromagnética que se propaga através do espaço, constituída pelos dois campos em recíprocas induções.
fig
Note que o campo elétrico é perpendicular à direção de propagação e o campo magnético também, o que comprova que a onda eletromagnética é uma onda transversal.
Além disso, o campo elétrico é perpendicular ao campo magnético, o que podemos verificar facilmente: quando um fio é percorrido por cargas em movimento, o campo elétrico num ponto próximo ao fio pertence ao plano do fio, enquanto o campo magnético está saindo ou entrando neste plano.
fig

ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO
A palavra espectro (do latim "spectrum", que significa fantasma ou aparição) foi usada por Isaac Newton, no século XVII, para descrever a faixa de cores que apareceu quando numa experiência a luz do Sol atravessou um prisma de vidro em sua trajetória.
Atualmente chama-se espectro eletromagnético à faixa de freqüências e respectivos comprimentos de ondas que caracterizam os diversos tipos de ondas eletromagnéticas.
As ondas eletromagnéticas no vácuo têm a mesma velocidade , modificando a freqüência de acordo com espécie e, conseqüentemente, o comprimento de onda.
fig
** As escalas de freqüência e comprimento de onda são logarítmicas.
Fisicamente, não há intervalos no espectro. Podemos ter ondas de qualquer freqüências que são idênticas na sua natureza, diferenciando no modo como podemos captá-las.
Observe que algumas freqüências de TV podem coincidir com a freqüência de FM. Isso permite algumas vezes captar uma rádio FM na televisão ou captar um canal de TV num aparelho de rádio FM.
CARACTERÍSTICAS DAS PRINCIPAIS RADIAÇÕES ONDAS DE RÁDIO.
"Ondas de rádio" é a denominação dada às ondas desde freqüências muito pequenas, até 1012 Hz , acima da qual estão os raios infravermelhos.
As ondas de rádio são geradas por osciladores eletrônicos instalados geralmente em um lugar alto, para atingir uma maior região. Logo o nome "ondas de rádio" inclui as microondas, as ondas de TV, as ondas curtas, as ondas longas e as próprias bandas de AM e FM.
Ondas de rádio propriamente ditas
As ondas de rádio propriamente ditas, que vão de 104 Hz a 107 Hz , têm comprimento de onda grande, o que permite que elas sejam refletidas pelas camadas ionizadas da atmosfera superior (ionosfera).
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Estas ondas, além disso, têm a capacidade de contornar obstáculos como árvores, edifícios, de modo que é relativamente fácil captá-las num aparelho rádio-receptor.
Ondas de TV
As emissões de TV são feitas a partir de 5x107 Hz (50 MHz) . É costume classificar as ondas de TV em bandas de freqüência (faixa de freqüência), que são:
  • VHF : very high frequency (54 MHz à 216 MHZ è canal 2 à 13)
  • UHF : ultra-high frequency (470 MHz à 890 MHz è canal 14 à 83)
  • SHF : super-high frequency
  • EHF : extremely high frequency
  • VHFI : veri high frequency indeed
As ondas de TV não são refletidas pela ionosfera, de modo que para estas ondas serem captadas a distâncias superiores a 75 Km é necessário o uso de estações repetidoras.
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Microondas
Microondas correspondem à faixa de mais alta freqüência produzida por osciladores eletrônicos. Freqüências mais altas que as microondas só as produzidas por oscilações moleculares e atômicas.
As microondas são muito utilizadas em telecomunicações. As ligações de telefone e programas de TV recebidos "via satélite" de outros países são feitas com o emprego de microondas.
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As microondas também podem ser utilizadas para funcionamento de um radar. Uma fonte emite uma radiação que atinge um objeto e volta para o ponto onde a onda foi emitida. De acordo com a direção em que a radiação volta pode ser descoberta a localização do objeto que refletiu a onda.
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Luz visível
Note que nosso olho só tem condições de perceber freqüências que vão de 4,3x1014 Hz a 7x1014 , faixa indicada pelo espectro como luz visível.
Nosso olho percebe a freqüência de 4,3x1014 como a cor vermelha. Freqüências abaixo desta não são visíveis e são chamados de raios infravermelhos , que têm algumas aplicações práticas.
A freqüência de 7x1014 é vista pelo olho como cor violeta. Freqüências acima desta também não são visíveis e recebem o nome de raios ultravioleta. Têm também algumas aplicações.
A faixa correspondente à luz visível pode ser subdividida de acordo com o espectro a seguir.
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Raios X
Os raios X foram descobertos, em 1895, pelo físico alemão Wilhelm Röntgen. Os raios X têm freqüência alta e possuem muita energia. São capazes de atravessar muitas substâncias embora sejam detidos por outras, principalmente pelo chumbo.
Esses raios são produzidos sempre que um feixe de elétrons dotados de energia incidem sobre um obstáculo material. A energia cinética do feixe incidente é parcialmente transformada em energia eletromagnética, dando origem aos raios X.
Os raios X são capazes de impressionar uma chapa fotográfica e são muito utilizados em radiografias, já que conseguem atravessar a pele e os músculos da pessoa, mas são retidos pelos ossos.
fig
Os raios X são também bastante utilizados no tratamento de doenças como o câncer. Têm ainda outras aplicações: na pesquisa da estrutura da matéria, em Química, em Mineralogia e outros ramos.
Raios Gama
As ondas eletromagnéticas com freqüência acima da dos raios X recebe o nome de raios gama (g ).
Os raios g são produzidos por desintegração natural ou artificial de elementos radioativos.
fig
Um material radioativo pode emitir raios g durante muito tempo, até atingir uma forma mais estável.
Raios g de alta energia podem ser observados também nos raios cósmicos que atingem a alta atmosfera terrestre em grande quantidade por segundo.
Os raios g podem causar graves danos às células, de modo que os cientistas que trabalham em laboratório de radiação devem desenvolver métodos especiais de detecção e proteção contra doses excessivas desses raios.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Luz e Visão.


Características
A luz na forma como a conhecemos é uma gama de comprimentos de onda a que o olho humano é sensível. Trata-se de uma forma de energia que se propaga por ondas eletromagnéticas pulsantes ou em um sentido mais geral, qualquer radiação electromagnética que se situa entre as radiações infravermelhas e as radiações ultravioletas. As três grandezas físicas básicas da luz (e de toda a radiação electromagnética) são: brilho (ou amplitude), cor (ou freqüência), e polarização (ou ângulo de vibração). Devido à dualidade onda-partícula, a luz exibe simultaneamente propriedades quer de ondas quer de partículas.

Fontes de luz
Tudo o que pode ser detectado por nossos olhos, e por outros instrumentos de fixação de imagens como câmeras fotográficas, é a luz de corpos luminosos que é refletida de forma difusa pelos corpos que nos cercam.
Fonte de luz são todos os corpos dos quais se podem receber luz, podendo ser fontes primárias ou secundárias.
  • Fontes primárias: Também chamadas de corpos luminosos, são corpos que emitem luz própria, como por exemplo, o Sol, as estrelas, a chama de uma vela, uma lâmpada acesa,...
  • Fontes secundárias: Também chamadas de corpos iluminados, são os corpos que enviam a luz que recebem de outras fontes, como por exemplo, a Lua, os planetas, as nuvens, os objetos visíveis que não têm luz própria,...
Quanto às suas dimensões, uma fonte pode ser classificada como:
  • Pontual ou puntiforme: uma fonte sem dimensões consideráveis que emite infinitos raios de luz.
  • Extensa: uma fonte com dimensões consideráveis em relação ao ambiente.

Feixe luminoso
É um conjunto de raios luminosos. Existem três tipos de feixes ( pincel ) luminosos.



Meios de propagação
Quando a luz é emitida de uma determinada fonte, ela passa a se propagar com uma velocidade de 3.105 km/s, isso para o vácuo, ou seja, na ausência de matéria. No entanto, a luz também pode se propagar em outros meios além do vácuo. Esses meios podem ser classificados de acordo com a interação deles com os feixes de luz. Eles podem se classificar em: translúcidos, transparentes e opacos.

Meios transparentes: são meios que permitem que a luz atravesse, descrevendo trajetórias regulares e bem definidas. Existe apenas um meio que é perfeitamente transparente, o vácuo, no entanto, existem alguns outros meios, como a água pura e o vidro hialino, que podem ser considerados como transparentes.
Veja a representação de raios de luz atravessando um meio transparente:

Raios de luz atravessando um meio transparente.

Meios translúcidos: são meios pelos quais os feixes de luz descrevem trajetórias irregulares com intensa difusão, ou seja, a luz se espalha sobre o meio no qual está se propagando. Nesses meios a luz consegue passar, porém seus feixes sofrem desvios na sua orientação por causa da constituição do material sobre o qual a luz está incidindo. Veja a representação de um meio translúcido:

Raios de luz atravessando um meio translúcido.

Meios opacos: nesse tipo de meio a luz não se propaga. A luz, após incidir sobre os meios opacos, é parcialmente absorvida e parcialmente refletida. A parte que é parcialmente absorvida é transformada em energia, como a energia térmica. São exemplos de meios opacos: madeira, papelão, metais, etc.

Veja a representação de meios opacos:

Nos meios opacos a luz não atravessa.


 


 

sexta-feira, 18 de março de 2011

O Fim do Regime Monarquico e a Primeira Republica

A Formação da República

O período compreendido entre a proclamação da República em 1889 e a Revolução de 1930, foi tradicionalmente denominado de República Velha.
Nos últimos anos, o termo vem gradualmente sendo substituído por Primeira República, porém, as interpretações sobre o período não sofreram alterações significativas.

Os Novos Atores

Nas últimas décadas do século XIX o regime monárquico viveu um processo constante de crise, refletindo o surgimento de novos interesses no país, associados a elite cafeeira, aos militares, às camadas urbanas e aos imigrantes, que representavam a nova força de trabalho.
O movimento que eliminou a monarquia no país foi comandado pelo exército, associado à elite agrária, particularmente os cafeicultores do oeste paulista. Estes últimos, há duas décadas haviam organizado um partido político, o PRP - Partido Republicano Paulista - que não apenas defendia o ideal republicano, mas também a fim da escravidão e o federalismo que garantiria a autonomia estadual. Foi desta maneira que a elite cafeeira procurou conquistar o apoio dos setores urbanos, de diferentes classes e das elites regionais.


Benjamin Constant


Apesar de dividido em facções, os republicanos históricos, chamados evolucionistas, eram predominantes e defendiam mudanças graduais, sem a participação popular no movimento, procurando marginaliza-la não só da ação, mas principalmente da construção do novo modelo político. Eram admitidos pelos monarquistas, pois defendiam o respeito a ordem pública, muitos eram cafeeicultores e alguns ainda possuiam escravos; julgavam que chegariam ao poder disputando as eleiçoes com os partidos tradicionais e percebiam a enorme importância que tinha o governo como instrumento de ação econômica. Seu principal líder era Quintino Bocaíuva. 
Os militares por sua vez haviam angariado grande prestígio após a Guerra contra o Paraguai, momento a partir do qual o exército passou a se estruturar, destacando a importância das escolas militares, que foram responsáveis pela formação ideológica da maioria dos soldados, das grandes cidades, a partir da ideologia positivista, base para a participação política cada vez mais ativa dos militares. 
Dentro do exército brasileiro destacou-se Benjamim Constant, professor da Escola Militar, acusava o ministério imperial de falta de patriotismo, por ter punido militares que se recusavam a capturar negros foragidos e criticavam pela imprensa os desmandos de políticos corruptos. 
O positivismo é uma ideologia que desenvolveu-se na França e ganhou o mundo ocidental, tornando-se predominante já no final do século XIX. O nome vem da obra de Augusto Comte, "Filosofia Positiva", quando o autor faz uma análise sobre o desenvolvimento de seu país ao longo do século, atribuído à indústria e a elite industrial, grupo esclarecido e capacitado, que, se foi o responsável pelo progresso econômico, deveria ser o responsável pelo controle do Estado. Para Comte, caberia a elite governar, enquanto caberia ao povo trabalhar. Trabalhar sem reivindicar, sem se organizar e sem protestar, pois "só o trabalho em ordem é que pode determinar o Progresso", nascendo daí o lema de sua filosofia, que os militares escreveram na bandeira brasileira, após o golpe de 15 de novembro. 
Existe uma tendência de se considerar que "os militares" proclamaram a República, ou que, sem os militares, não haveria república. 
Primeiro é importante lembrar que havia nas camadas urbanas uma forte disposição a favor do movimento republicano; segundo, já vimos que havia um forte partido político, representando a nova elite agrária, disposta a chegar ao poder, mesmo de forma moderada; terceiro, é necessário lembrar que, apesar de existir o "espírito de corpo" entre os militares e que a ideologia positivista era cada vez mais forte dentro do exército, este encontrava-se dividido e existiam as disputas internas ao mesmo. 
Os militares, de uma forma geral, rechaçavam os políticos civis, porém perceberam que era necessária uma aliança com os evolucionistas, pois garantiriam dessa maneira o fim da monarquia, mas a manutenção da "ordem". 



Marechal Deodoro


Monarquista convicto, Deodoro enfrentava problemas políticos com parte do ministério imperial e também dentro do exército. Participou do movimento republicano a partir da crença de que D. Pedro II já não governava e que o ministério comandado por Ouro Preto pretendia fortalecer a Guarda Nacional, e enfraquecer o exército. 
No dia 11 de novembro civis e militares organizaram o levante, cuja idéia encontrou a oposição de Floriano Peixoto. 
O governo provisório criado após o golpe, foi comandado pelo Marechal Deodoro da Fonseca 

A ESPADA 

República da Espada foi a denominação dada ao período que compreende desde 15 de novembro até o final do governo do Marechal Floriano Peixoto, em 1894. Durante este período, dois militares governaram o país; daí a origem do nome: espada. 
No entanto, apesar de Deodoro e Floriano serem homens do exército e possuírem o "espírito de corpo" do militar, não podemos dizer que tivemos no Brasil dois governos militares, mesmo considerando a tendência centralizadora dos mesmos. 



Bandeira provisória da República, que foi adotada durante 4 dias apenas


Apesar das contradições que marcaram esses dois primeiros governos do Brasil republicano, e de, muitos pretenderem a continuidade do "poder militar", a renúncia de Deodoro e a retirada de Floriano, mostram a força dos grandes cafeeicultores e de setores ligados a exportação. Esa força se mostrava crescente desde a proclamação da República e era percebida também entre os políticos civis: a política "industrialista" de Rui Barbosa, baseada no emissionismo, encontrou forte oposição das oligarquias, principalmente a paulista 
Durante o governo provisório, encabeçado pelo marechal Deodoro, o país conheceu um processo de "modernização institucional", destacando-se a separação entre Estado e Igreja, sendo que muitas funções civis, até então controladas pela Igreja Católica, passaram para o poder público; ao mesmo tempo os deputados elaboravam a nova constituição, que foi promulgada em fevereiro de 1891, consagrando em seus pontos fundamentais: 

  • O federalismo, que garantia autonomia aos estados para elaborar sua própria Constituição, eleger seu governador, realizar empréstimos no exterior, decretar impostos e possuir suas próprias forças militares; 

  • O presidencialismo, o chefe da federação seria o Presidente da República, com poderes para intervir nos estados quando houvesse um tendência separatista, invasão estrangeira ou conflitos entre os estados; 

  • O regime representativo, o Presidente da República e os governadores estaduais, assim como todos os membros do Poder Legislativo, em todos os níveis, seriam eleitos diretamente pelo povo, excluídos os analfabetos, as mulheres, os soldados, e os menores de idade.

    A Crise Política

    Promulgada a Constitiuição, Deodoro foi eleito pelo Congresso Nacional numa votação marcada por ameaças de intervenção militar. No entanto, neste episódio percebe-se que o próprio exército não era uma força coesa, pois o Marechal Floriano concorreu a Vice presidente apoiando o candidato das oligarquias, Prudente de Moraes. Apesar da derrota de Prudente, o marechal Floriano foi eleito vice presidente. (Pela Constituição de 1891 a eleição para presidente e vice eram separadas e podiam ser eleitos candidatos de chapas diferentes). Durante o governo Deodoro a crise política agravou-se e foi marcada de um lado pelo autoritarismo e pelo centralismo de Deodoro, e por outro, pela oposição exercida pelos grandes fazendeiros através do Congresso Nacional, apoiados por parte do exército. Em novembro de 1891 Deodoro decretou o fechamento do Congresso Nacional, dois pretextos foram utilizados, a aprovação da Lei de Responsabilidade do presidente da República, que poderia sofrer impeachement e ser afastado do cargo, em certos casos e a greve da Central do Brasil; porém, sem apoio social, e sofrendo forte oposição da Marinha, não conseguiu manter o poder, renunciando no dia 23 do mesmo mês.



    Floriano Peixoto


    O governo de Floriano Peixoto foi marcado pelo apoio do Congresso Nacional ao presidente, que, apesar de centralizador e autoritário, governou para fazer valer a Constituição recem promulgada e consolidar a República.
    Do ponto de vista econômico herdou a inflação provocada pelo encilhamento e executou timidamente medidas protecionistas em relação à indústria, assim como a facilitação ao crédito, com a preocupação de controlar a especulação. Do ponto de vista político, reprimiu as principais revoltas que ocorreram no país e foram apresentadas como subversivas ou monarquistas: a Revolta da Armada e a Revolução Federalistano Rio Grande do Sul.
    O fato de ser encarado como responsável por consolidar a República não significa que seu governo tenha sido marcado pela estabilidade. Ao contrário, várias manifestações contrárias ao governo ocorreram. No início de seu governo, o Marechal Floriano enfrentou oposição dentro do próprio exército, marcada pelo manifesto dos 13 generais, que contestava a legitimidade de seu governo, ao mesmo tempo, enfrentava os problemas derivados dos estados, onde as oligarquias locais disputavam o poder e uma fatia dos benefícios econômicos que pudessem ser retirados do governo federal.
    A principal rebelião regional ocorreu no Rio Grande do Sul, onde a luta pelo poder colocou frente a frente os pica-paus, "repúblicanos históricos" liderados por Júlio de Castilhos, e os maragatos, liderados pelo monarquista Silveira Martins, do Partido Federalista Brasileiro.
    Os maragatos eram defensores de uma reforma constitucional, adotando-se o parlamentarismo e opunham-se ao governo de caráter ditatorial de Júlio de Castilhos.
    Floriano pendeu para o lado dos pica-paus, apesar de Castilhos ter apoiado o golpe de Deodoro em 1891. Floriano precisava do apoio da bancada gaúcha no Congresso Nacional.



    Custódio de Melo


    Em setembro de 1893 começou a Segunda Revolta da Armada, com o Almirante Custódio de Melo tentando reeditar o movimento que culminou com a renúncia de Deodoro. Apoiado no exército e no Congresso Nacional que votou o "estado de sítio", o presidente executou forte repressão aos revoltosos, que se retiraram para o sul e instalaram um governo em Desterro, capital de Santa Catarina; em outubro as forças da marinha se unem aos federalistas do Rio Grande do Sul e no início do ano seguinte dominam Curitiba.
    A repressão do governo caracterizou-se pela extrema violência, e tanto os marinheiros como os federalistas gaúchos foram derrotados, ampliando o prestígio e poder de Floriano. Mesmo tentado a permanecer no poder, Floriano percebeu que não teria o apoio da elite cafeeira de São Paulo e que não conseguiria enfrentar a elite econômica do país. Com a posse de Prudente de Moraes terminava a "República da Espada".



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